A empresa Vale Moçambique investiu catorze mil milhões de meticais nos primeiros nove meses deste ano no âmbito do projecto carvão Moatize.
Este investimento é o reflexo da qualidade da disciplina na alocação do capital e dos esforços empreendidos para maximizar as operações.
Segundo o gerente de comunicação e desenvolvimento social da Vale Moçambique, este é o melhor resultado financeiro que a Vale já registou, desde a sua instalação.
Adriano Ramos avançou que neste momento mais de noventa por cento da maquinaria pesada para a conclusão da fábrica de refinaria do carvão já se encontra em Moatize.
Ramos explicou que até o momento, os trabalhos decorrem segundo o planificado:
Adriano Ramos explicou que para o funcionamento pleno da mina, a empresa Vale irá precisar cerca de mil e quinhentos trabalhadores. (X)
terça-feira, 30 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
CPLP A CAMINHO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
O Brasil está a concluir a regulamentação da reforma realizada em 2003, acerca da previdência do sector público. Recorde-se que em 1998 foi aprovada uma reforma no sistema de aposentadorias do sector privado.
Em entrevista exclusiva concedida a 9 de Novembro de 2010 , Carlos Eduardo Gabas, Ministro da Previdência do Brasil, no Governo de Lula da Silva, avaliou o modelo de protecção social como correcto e funcional por combinar repartição simples, benefícios subsidiados e previdência complementar capitalizada.
Gabas disse que este modelo já começava a ser espelhado por outros países do mundo, embora admitisse que o desafio estivesse em coordenar essas políticas de modo a tornar o sistema cada vez mais aplicativo.
O cidadão brasileiro já conhece os benefícios que podem advir pelo facto de ser contribuinte do INSS. A finalidade da Previdência Social é proteger e oferecer segurança aos trabalhadores nos momentos cruciais de sua vida.
Sejam eles, a reforma especial, por tempo de contribuição, por invalidez, por idade, auxílio em casos de acidente, reclusão, doença, pensão de sobrevivência em caso de morte, salários família e maternidade; todos estes benefícios estão a altura de quaisquer contribuintes inscritos no INSS sem reserva de questão.
Carlos Gabas está preocupado com brasileiros na diáspora. O titular da pasta da Previdência pretende ver implementados os mesmos benefícios que cabem a qualquer cidadão brasileiro no seu território.
O ministro prevê um acordo entre países da CPLP para resolver a questão de milhões de brasileiros nestes países, e adiantou que:
Gabas garantiu que, no campo da informatização do sistema de segurança social, o Brasil vai enviar ao nosso país, em breve, um técnico de uma empresa de tecnologias de informação que servirá como consultor para a reestruturação do modelo vigente de protecção social.
Em entrevista exclusiva concedida a 9 de Novembro de 2010 , Carlos Eduardo Gabas, Ministro da Previdência do Brasil, no Governo de Lula da Silva, avaliou o modelo de protecção social como correcto e funcional por combinar repartição simples, benefícios subsidiados e previdência complementar capitalizada.
Gabas disse que este modelo já começava a ser espelhado por outros países do mundo, embora admitisse que o desafio estivesse em coordenar essas políticas de modo a tornar o sistema cada vez mais aplicativo.
O cidadão brasileiro já conhece os benefícios que podem advir pelo facto de ser contribuinte do INSS. A finalidade da Previdência Social é proteger e oferecer segurança aos trabalhadores nos momentos cruciais de sua vida.
Sejam eles, a reforma especial, por tempo de contribuição, por invalidez, por idade, auxílio em casos de acidente, reclusão, doença, pensão de sobrevivência em caso de morte, salários família e maternidade; todos estes benefícios estão a altura de quaisquer contribuintes inscritos no INSS sem reserva de questão.
Carlos Gabas está preocupado com brasileiros na diáspora. O titular da pasta da Previdência pretende ver implementados os mesmos benefícios que cabem a qualquer cidadão brasileiro no seu território.
O ministro prevê um acordo entre países da CPLP para resolver a questão de milhões de brasileiros nestes países, e adiantou que:
"No fim do próximo mês, uma equipa moçambicana deverá se deslocar ao Brasil para tomar parte da conferência mundial de Previdência Social e acelerar as negociações para que o acordo seja assinado na reunião da CPLP a decorrer em Março de 2011, na cidade de Luanda, Angola."
Gabas garantiu que, no campo da informatização do sistema de segurança social, o Brasil vai enviar ao nosso país, em breve, um técnico de uma empresa de tecnologias de informação que servirá como consultor para a reestruturação do modelo vigente de protecção social.
Selma Marivate
Link da Entrevista à Carlos Eduardo Bagas:
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Dossier: Quadro geral das instituições de microfinanças em Moçambique
Em 2000, o governo de Moçambique, através do Banco de Moçambique, órgão que assiste e regula o funcionamento de instituições de finanças no país, decidiu fazer licenciamento de instituições de microfinanciamentos viradas para o apoio às populações de classe baixa. Embora se tenham registado algumas iniciativas dispersas e por vezes importantes na área financeira rural moçambicana, estas não se desenvolveram dentro de um quadro de política e planeamento abrangente. Isto colocou um sério constrangimento ao desenvolvimento das áreas rurais e ao sucesso de implementação de muitas iniciativas rurais.
Foi neste contexto que o Governo de Moçambique solicitou ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) apoio para desenvolver um programa de finanças rurais. Devido às prioridades do FIDA, esta organização acedeu apoiar o desenvolvimento do programa. No processo de formulação do programa, o Governo constituiu um grupo de referência, envolvendo técnicos de alguns ministérios, tais como o então MPF, o MADER, o MIC, o Ministério das Pescas e o Ministério da Mulher e da Coordenação da Acção Social. Com esta iniciativa, o governo queria fortificar as acções de combate à pobreza nas comunidades moçambicanas através da promoção de investimento urbano e rural.
Neste âmbito surgem as primeiras instituições de microfinanças em 2000. Foram a Procredito, Socremo, Novo Banco e Tchuma, baseadas na sua maioria na capital do país, Maputo. Estas instituições têm como vocação principal apoiar aos pequenos e médios empresários nacionais com objectivo de elevar a qualidade de vida das populaçoes rurais. Gradualmente as mesmas foram-se expandido para o resto do país, ao mesmo tempo que foram aparecendo pequenas cooperativas de crédito viradas para apoio à actividade comercial das comunidades de baixa renda, existindo actualmente pouco mais de 75 instituições de microfinanças, de acordo com dados apresentados em 2008 pela Direcção Nacional de Estudos e Análise de Políticas (DNEA).
Mas quais são os requisitos necessários para os microempresários acessarem a este crédito?
De uma forma geral, para o micro-empresário aceder a este crédito, este deve apresentar:
• identificação completa
• plano da actividade comercial que quer realizar
• atestado de residência acompanhada pelo recibo de água ou de luz
• apresentar garantias em mobiliário de casa, tais como camas, frigoríficos e viaturas.
Qual é o valor que concedem e a que taxas de juros?
Depois de ter aprovação de todo o processo, nalgumas instituições de microfinanças, como por exemplo a Socremo e Procrédito, o cliente recebe crédito que varia de mil e quinhentos a vinte mil meticais, valor pagável de seis a 12 meses com uma taxa de juros mensais que varia de 4.5 a 5.75%, dependendo da evolução da sua actividade comercial, mediante avaliação da entidade financiadora.
Quais são as áreas que recebem financiamento?
As áreas prioritárias financiadas são os pequenos negócios, criação de aves, carpintaria, serralharia, agricultura de pequena escala e pescas.
Onde estão baseadas as instituições de microfinanças?
A maioria está sediada nas capitais provinciais de:
• Maputo
• Gaza
• Inhambane
• Sofala
• Tete
• Nampula
• Niassa
• Cabo Delgado
Endereços de algumas instituições de microfinanças:
Banco Procredit, Moçambique
Sede Maputo,
Av. Zedequias Manganhela, 267
Telefone: +258 21 313344
Fax: +258 21 313345
E-mail: info@bancoprocredit.co.mz
Associação moçambicana de microfinanças-Moçambique
Amomif
Sede Maputo: Rua Travessia da Boa morte, 78 - 1º Maputo-Moçambique
Telefax: +258 21 328703
Cell: +258 826616172
E-mail: amomif@tvcabo.co.mz
Cooperativa de Crédito e Poupança TCHUMA
Av. Eduardo Mondlane 1778, Maputo
Tel: +258 21 314876
Associação Kulima
Av. Karl Marx 1452 r/c, Maputo
Tel: +258 21 430665
Cell: +258 843983580
www.kulima.org
Banco de Microfinanças
Socremo
Av. 24 de Julho, 426, Maputo
Tel. +258 21 499409
www.socremo.com
Fontes de consulta:
“Microfinanças - Solução para o combate à pobreza?”, obra de José A. Tomo Psico (Escolar Editora, 2010), Capítulo 2 – Microcrédito como instrumento de desenvolvimento (páginas 13 – 64), Capítulo 5 – Microcrédito em Moçambique, (páginas 159 – 188)
Fundo de Apoio à Reabilitação Económica (FARE)
Fernando Sidumo
Foi neste contexto que o Governo de Moçambique solicitou ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) apoio para desenvolver um programa de finanças rurais. Devido às prioridades do FIDA, esta organização acedeu apoiar o desenvolvimento do programa. No processo de formulação do programa, o Governo constituiu um grupo de referência, envolvendo técnicos de alguns ministérios, tais como o então MPF, o MADER, o MIC, o Ministério das Pescas e o Ministério da Mulher e da Coordenação da Acção Social. Com esta iniciativa, o governo queria fortificar as acções de combate à pobreza nas comunidades moçambicanas através da promoção de investimento urbano e rural.
Neste âmbito surgem as primeiras instituições de microfinanças em 2000. Foram a Procredito, Socremo, Novo Banco e Tchuma, baseadas na sua maioria na capital do país, Maputo. Estas instituições têm como vocação principal apoiar aos pequenos e médios empresários nacionais com objectivo de elevar a qualidade de vida das populaçoes rurais. Gradualmente as mesmas foram-se expandido para o resto do país, ao mesmo tempo que foram aparecendo pequenas cooperativas de crédito viradas para apoio à actividade comercial das comunidades de baixa renda, existindo actualmente pouco mais de 75 instituições de microfinanças, de acordo com dados apresentados em 2008 pela Direcção Nacional de Estudos e Análise de Políticas (DNEA).
Mas quais são os requisitos necessários para os microempresários acessarem a este crédito?
De uma forma geral, para o micro-empresário aceder a este crédito, este deve apresentar:
• identificação completa
• plano da actividade comercial que quer realizar
• atestado de residência acompanhada pelo recibo de água ou de luz
• apresentar garantias em mobiliário de casa, tais como camas, frigoríficos e viaturas.
Qual é o valor que concedem e a que taxas de juros?
Depois de ter aprovação de todo o processo, nalgumas instituições de microfinanças, como por exemplo a Socremo e Procrédito, o cliente recebe crédito que varia de mil e quinhentos a vinte mil meticais, valor pagável de seis a 12 meses com uma taxa de juros mensais que varia de 4.5 a 5.75%, dependendo da evolução da sua actividade comercial, mediante avaliação da entidade financiadora.
Quais são as áreas que recebem financiamento?
As áreas prioritárias financiadas são os pequenos negócios, criação de aves, carpintaria, serralharia, agricultura de pequena escala e pescas.
Onde estão baseadas as instituições de microfinanças?
A maioria está sediada nas capitais provinciais de:
• Maputo
• Gaza
• Inhambane
• Sofala
• Tete
• Nampula
• Niassa
• Cabo Delgado
Endereços de algumas instituições de microfinanças:
Banco Procredit, Moçambique
Sede Maputo,
Av. Zedequias Manganhela, 267
Telefone: +258 21 313344
Fax: +258 21 313345
E-mail: info@bancoprocredit.co.mz
Associação moçambicana de microfinanças-Moçambique
Amomif
Sede Maputo: Rua Travessia da Boa morte, 78 - 1º Maputo-Moçambique
Telefax: +258 21 328703
Cell: +258 826616172
E-mail: amomif@tvcabo.co.mz
Cooperativa de Crédito e Poupança TCHUMA
Av. Eduardo Mondlane 1778, Maputo
Tel: +258 21 314876
Associação Kulima
Av. Karl Marx 1452 r/c, Maputo
Tel: +258 21 430665
Cell: +258 843983580
www.kulima.org
Banco de Microfinanças
Socremo
Av. 24 de Julho, 426, Maputo
Tel. +258 21 499409
www.socremo.com
Fontes de consulta:
“Microfinanças - Solução para o combate à pobreza?”, obra de José A. Tomo Psico (Escolar Editora, 2010), Capítulo 2 – Microcrédito como instrumento de desenvolvimento (páginas 13 – 64), Capítulo 5 – Microcrédito em Moçambique, (páginas 159 – 188)
Fundo de Apoio à Reabilitação Económica (FARE)
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